Golpes com PIX aumentam com a pandemia

Em recente matéria publicada na rede de Tv – TVBE – Itajaí – a sócia do escritório Campos e Antonioli Advogados Associados, Carolina Coelho Carvalho de Oliveira, fala sobre os golpes com PIX.

Se preferir, assista a matéria aqui

Os golpes com Pix estão cada vez mais comuns, e principalmente com a pandemia, o aumento na incidência desse tipo de caso acabou sendo muito maior.

Se tratando de uma espécie de crime informático, o golpe de forma virtual é preocupante e acaba sendo muito mais comum com o maior tempo passado pelas pessoas online, por conta da pandemia.

Apesar de ser um serviço fornecido pelo Banco Central e contar com segurança, alguns outros tipos de cuidados na hora de enviar ou receber seus Pix precisam ser tomados para evitar ser vítima de golpes.

Entenda um pouco sobre o PIX

O Pix é basicamente um instrumento criado pelo Banco Central para fazer e receber pagamentos, em qualquer hora do dia e a qualquer dia da semana.

Com a possibilidade de permitir pagamentos instantâneos e seguros, muitas pessoas acabaram por criar suas chaves Pix para começar a usar e facilitar todos os seus pagamentos.

Existem diversas vantagens no uso do Pix, como aumentar a competitividade do mercado como um todo, a segurança da transferência, ausência de custo para qualquer instituição financeira, entre outros.

Apesar de todas as vantagens existentes no mecanismo do Pix, que realmente funciona muito bem e traz atrelado com si esses vários benefícios, é preciso ter cuidado.

Algumas pessoas, por pouca habilidade com o digital, ou mesmo por consequência de não conhecer bem o suficiente essa novidade, podem acabar sendo vítimas de golpes.

Golpes com PIX tiveram aumento com a pandemia

Com a pandemia, cada vez mais as pessoas passam tempo online. Com isso, diversos golpistas ao redor do Brasil começaram a ver isso como uma oportunidade.

Se aproveitando do sistema novo e ainda recente para a maioria da população, diversos tipos de golpes foram criados, como por exemplo o caso acontecido em Itajaí, com uma pequena loja de comércio de roupas.

O golpista, no caso em tela, clonou informações de uma loja física de varejo de roupas e montou um site e Instagram falsos, induzindo as pessoas a comprarem itens dessa loja online falsa.

Com o Pix feito, o golpista acabou deixando pessoas que fizeram o investimento em total prejuízo e ainda colocou a real loja física em uma má situação.

Situações como essas infelizmente se tornaram mais comuns nos últimos meses, provocando assim um aumento grande nesse tipo de golpe virtual.

Saiba mais sobre a fraude eletrônica

Com o aumento exponencial desse problema, algumas medidas vêm sendo tomadas para conter os golpes virtuais.

Em maio desse ano, criou-se uma lei que aumentou a pena dessa violação de dispositivo informático, e trouxe duas novidades.

A primeira delas é o furto mediante fraude em meio eletrônico e o estelionato mediante fraude no meio eletrônico.

Esse estelionato conhecido como virtual, recebeu um novo nome: fraude eletrônica. A loja em questão no caso trazido sofreu exatamente essa fraude eletrônica, já que o fraudador, com obtenção de informações da vítima, e induzindo terceiros a erro, clonou as informações, criou um site falso, e conseguiu assim obter vantagem indevida em prejuízo alheio.

Nesse caso, temos duas vítimas: aquela que tem a intensão de comprar o produto e a própria dona da loja, que se vê prejudicada com o Instagram falso, ludibriando seus clientes.

Após ser vítima de um golpe de fraude eletrônica, o importante é comunicar os fatos às autoridades policiais e deixar um comunicado aos seus clientes, informando inclusive ao Instagram ou qualquer outro meio social de que você tenha sido vítima de golpe.

Em algumas situações podemos notificar, seja o Instagram ou outra plataforma, requerendo então que seja removido do ar a página indevidamente criada, feita para ludibriar os seus clientes por meio de golpes com Pix.

Leia também: Lázaro e o sistema penal brasileiro

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